segunda-feira, 1 de agosto de 2011

DIRETORIA





A MISSÃO INTEGRAL DA IGREJA

Porque o Reino de Deus está entre vós
Conceito Bíblico de Reino de Deus

A palavra reino no original grego é Basiléia, que significa domínio, soberania e poder real. Quando esse reino está associado a Deus, possui dois significados:

O primeiro está diretamente relacionado ao governo de Deus no coração do homem, que ocorre logo após a sua regeneração (Jo 3.3; Cl 1.13). Como conseqüência dessa experiência, podemos dizer que toda pessoa que é dirigida pelo Espírito Santo tem o Reino de Deus sobre sua vida.

O segundo aspecto do Reino de Deus está ligado ao governo milenar de Cristo sobre a terra por ocasião da Sua parousia (segunda vinda) que está reservado para o futuro (1 Co 15.23-25).

O reino de Deus é o governo soberano de Deus e, em princípio, engloba todo o mundo criado. O reino de Deus é o âmbito em que a vontade do Deus que salva é conhecida e experimentada. É o âmbito em que a vontade de Deus se cumpre.

O conceito bíblico do reino de Deus sempre envolve a transformação espiritual dos remidos, e só secundariamente a transformação social da sociedade humana, como um resultado que ocorrerá automaticamente, no tempo devido, ou seja, quando da inauguração do milênio, ou do governo de Cristo sobre a terra. “O reino de Deus, no presente, significa Deus intervindo e predominando no mundo, para manifestar seu poder, sua glória e suas prerrogativas contra o domínio de Satanás e a condição atual deste mundo. Trata-se de algo além da salvação ou da igreja; é Deus revelando-se com poder na execução de todas as suas obras”. O Reino de Deus não é visível (Lc 17.20) porque Deus não é visível. É um reino espiritual, invisível. Jesus Cristo disse: “O Reino de Deus está entre vós” (Lc 17.21).

O reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14.17)

O reino de Deus na esfera da justiça.

Quando os discípulos estavam ansiosos, Jesus disse a eles que se alguém, verdadeiramente buscasse em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, tal pessoa não teria razão para temer crises, nem mesmo privação de suas necessidades básicas (Mt 6.33).

A razão pela qual Jesus incluiu a justiça nessa busca é porque precisamos reconhecer o direito de Deus sobre a nossa vida e isso fazemos quando obedecemos à Sua Palavra (Mt 21.32). Diante de Deus, após a regeneração, o homem está isento da culpa, ficando justificado e livre de qualquer condenação, haja vista que “a justiça de Deus nos é concedida pela fé em Cristo, mediante o Seu sacrifício redentor” (Rm 3.21-25).

Existe outra forma pela qual a justiça é aplicada na vida do crente. Esse senso de justiça é concedido a ele através do poder dinâmico do Espírito Santo, que traz consigo uma autoridade moral, indispensável na vida do homem interior (1 Co 4.20).

A forma mais eficaz para pregarmos o Evangelho do Reino de Deus está relacionada com a integridade de nosso testemunho pessoal, principalmente através de nossos atos de justiça para com o nosso próximo. Atos de justiça, alicerçados sobre uma alma convertida anteriormente, levam o crente tanto ao processo da santificação como ao resultado do mesmo, que é o estado santificado. Vide exemplo de um home justo que obedece à Lei de Deus e que respeita o direito do seu próximo (Sl 15.1,2a).

O reino de Deus na esfera da paz.

Paz significa ausência de lutas, violências ou perturbações; cessação de hostilidade, bom entendimento, concórdia, harmonia; ausência de conflitos íntimos; tranqüilidade de alma; sossego; ausência de agitação ou ruído, repouso, silêncio.

O maior desejo do homem aqui neste mundo é a paz. Os incrédulos não têm paz em seus corações, pois o que vemos é o aumento assustador de suicídios, consumo de drogas, cigarros, bebidas alcoólicas, etc. (Rm 3.10-18). Entretanto, Jesus oferece a verdadeira paz que tanto o ser humano necessita (Jo 14.27; Rm 5.1; Cl 3.15).

A paz é um dos aspectos do Fruto do Espírito Santo (Gl 5.22). É uma qualidade formada na alma, mediante a operação do Espírito de Deus. Essa paz também faz parte integrante da transformação moral dos crentes. Essa paz é formada no íntimo dos remidos, de tal maneira que ela permite que estes vivam em harmonia tanto com Deus como com os seus irmãos na fé e com os seus semelhantes, além de viverem em paz com suas próprias almas (Ef 4.1-3). Quem segue a Cristo fielmente, torna-se um pacificador (Mt 5.9).

Jesus promete dar a sua paz para aqueles que dão crédito à pregação do Evangelho do Reino (Jo 14.27). A paz interior de que Jesus nos oferece é a reconciliação do homem com Deus através da justificação (Rm 5.1). Atentemos para a sábia recomendação do apóstolo Pedro: “Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano; aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la” (1 Pe 3.11).

O reino de Deus na esfera da alegria.

A alegria é um dos aspectos do fruto do Espírito (Gl 5.22). Alegria significa contentamento, satisfação, júbilo, exultação, prazer moral, felicidade. A alegria no Espírito Santo significa contentamento, satisfação, prazer por poder desfrutar da comunhão com Deus e principalmente pela esperança que temos pelo fato do nosso nome estar escrito no Livro da Vida (Lc 10.20).

Essa alegria não pode ser duplicada pelos esforços humanos, produzidas pela força, inteligência ou perspicácia humana. Quem está separado da comunhão com Deus não pode se alegrar (Ec 2.25,26). Entretanto, a pessoa que é dominada, controlada pelo Espírito Santo não pode viver triste, insatisfeito ou descontente (Sl 103.1-5), pois Deus é a fonte da verdadeira alegria (Sl 35.9; 4.7). Lucas registra uma ocasião em que Jesus demonstrou profunda alegria: (L 10.21). A nossa submissão a Deus, nos proporciona alegria financeira, conjugal, profissional, ministerial, etc.. Quando estivermos tristes, abatidos, devemos nos lembrar que “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30..5). “O coração alegre aformoseia o rosto” (Pv 15.13), e uma vez estando alegres, devemos cantar louvores ao Senhor (Tg 5.13).

O cristão que ama ao Senhor de todo o coração, está sempre alegre, cumprindo o mandamento apostólico que diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fp 4.4).

Enquanto que o primeiro aspecto do Reino de Deus existe no presente onde os cristãos estão vivendo em sujeição à vontade de Deus, onde o seu poder está produzindo vidas transformadas (1 Co 4.20; Cl 1.13); o segundo aspecto está relacionado ao futuro, quando o Messias reinará sobre a terra a partir de Jerusalém, conforme diversas profecias do Antigo Testamento (Dt 30.1-10; Sl 2; 72; 89.19-29; 110; Is 11.1-6; 65.17-66.24; Jr 32.36-44; 33.4-18; Jl 3.17-21; Zc 14.9-17). Os judeus estavam esperando este reino visível.

Missão Integral

A Teologia Evangelical – Missão integral, a partir de seu lema “O Evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens”, definido no Congresso Internacional de Evangelização, realizado em 1974, em Lausanne, na Suíça, “oferece uma lente através da qual lemos as Escrituras Sagradas em busca de referenciais para a presença do cristão e da comunidade cristã no mundo” (Ed René Kivitz). “Assim como o Pai me enviou ao mundo, também eu vos envio” ( João 17.18; 20.21).

A proposta da missão integral como agenda ministerial para a Igreja é mais do que evangelismo pessoal e assistência social; é convocação para rendição ao senhorio de Cristo, para perdão dos pecados e recebimento do dom do Espírito Santo.

De acordo com Ricardo Quadros Gouvêa, antes de perguntarmos “o que é missão integral”, devemos perguntar “o que não é missão integral”. Segundo ele, Missão integral não é “estratégia de evangelização”, Missão integral não é “ministério de ação social”. Missão integral não é uma “teoria missiológica”, Missão integral não é “diaconia”, Missão integral não é outro nome para a “teologia da libertação”.

Afinal de contas, Gouvêa pergunta e ao mesmo tempo responde: “o que é missão integral”?

Missão integral é uma teologia bíblica do evangelho que centra toda a reflexão teológica na definição da natureza intrínseca do próprio evangelho. Ela o vê como o cumprimento da grande comissão de Cristo à luz do Mandato Sócio-Cultural do Gênesis.

Missão integral é uma interpretação da Grande Comissão à luz do Mandato Sócio-Cultural. O Mandato Cultural é recuperado na redenção em Cristo pela chamada Grande Comissão (Mt 28).

Missão integral é a Missão da Igreja e a Teologia que serve à Igreja. Alguns dizem que a missão da igreja é adorar a Deus. Paulo ensina, em Romanos 12, que o verdadeiro culto a Deus é oferecer-se em sacrifício vivo, o que implica em algo mais que a adoração e o louvor na compreensão popular dos conceitos. Alguns dizem, em contrapartida, que a missão da igreja é evangelizar o mundo. De fato, mas aqui cabe perguntar o que isso significa. Seria apenas levar os homens a se decidirem por Cristo? A se tornarem membros de igrejas evangélicas? Ou seria a difusão do Reino de Deus? Ou seria ainda mais, a infusão dos valores do reino na cultura e na sociedade?

Missão integral é o próprio evangelho. “Evangelização, no enfoque da missão integral é a proclamação de que Jesus Cristo é o Senhor, seguida da convocação ao arrependimento e à fé, para acesso ao Reino de Deus. A oferta de perdão para os pecados pessoais é o início da peregrinação espiritual, porta de entrada para o relacionamento de submissão radical a Jesus Cristo, a partir do que a pessoa humana e tudo quanto ela produz passam a servir aos interesses do Reino de Deus, existindo e funcionando em alinhamento ao caráter perfeito do Senhor”.

A Missão da Igreja

A igreja cumpre sua nobre missão aqui neste mundo, quando está comprometida na promoção das seguintes dimensões: "martyria" - o testemunho do Evangelho; "koinonia" - a comunhão dos que vivem a partir do Evangelho; "diakonia" - o serviço ao próximo e à sociedade; "leitourgia" - o louvor e a celebração do amor de Deus.

1. "Martyria" ou “Marturía” (grego: testemunho), aparece na Bíblia trinta e sete vezes e diz respeito ao testemunho de Cristo e a pregação do Evangelho (Mc 14.55,56,59; Lc 22.71; Jo 1.7,19; 3.11,32,33; 5.31,32,34,36; 8.13,14,17 (citando Dt 19.15); 19.35; 21.24; At 22.18; 1 Tm 3.7; Tt 1.13; 1 Jo 5.9,10,11; 3 Jo 12; Ap 1.2,9; 6.9; 11.7; 12.11,17; 19.10; 20.4).

Para que esta tarefa seja eficaz, a igreja precisa, com urgência, investir mais na evangelização, através de todas as formas e meios disponíveis, desde ao evangelismo pessoal até as grandes cruzadas evangelísticas, utilizando todos os espaços possíveis da mídia moderna, bem como no treinamento de todos aqueles que têm compaixão para com os perdidos (Jd 23; 1 Co 2.1-5; 3.18-21).

2. "Koinonia" (grego: comunhão, compartilhamento, uniformidade, associação próxima, parceria, sociedade, companheirismo, fraternidade, participação, intimidade, comunicação, contribuição, ter em comum). Para os gregos, koinonia tinha um significado muito mais abrangente do que simplesmente comunhão. Significava a comunhão íntima e ininterrupta entre os deuses e os homens, bem como a estreita união e laços fraternais entre o homem e seu semelhante. O substantivo koinonia aparece por dezoito vezes no Novo Testamento e envolve a experiência da comunhão, referindo-se à vivência concreta do corpo de Cristo (At 2.42; Rm 15.26; 1 Co 1.9; 10.16; 2 Co 6.14; 8.4; 9.13; 13.13; Gl 2.9; Ef 3.9; Fp 1.5; 2.1; 3.10; Fm 6; Hb 13.16; 1 Jo 1.3,6,7).

Na prática, a koinonia se verifica nos seguintes relacionamentos: a) participação na salvação (1 Co 1.9); b) participação na Ceia do Senhor (1 Co 10.16); c) participação na experiência dos sofrimentos (2 Co 1..7; Hb 10.33; Ap 1.9); d) participação na comunhão com o Espírito Santo (2 Co 13.14; Fp 2.1)..

3. "Diakonia" (grego: serviço; ofício; ministério; auxílio; apoio; distribuição; administração; ministração; ajuda; socorro). Encontramos este termo, trinta e sete vezes no Novo Testamento, por exemplo (At 1.17; 6.1; 11.29; 20.24; Rm 12.7; 1 Co 12.5; 2 Co 5.18; 2 Tm 1.18; 1 Pe 4.10). Refere-se ao serviço dedicado ao próximo e à sociedade tornando a fé e a espiritualidade ativas através do amor.

“A Diaconia envolve todo atendimento social e espiritual no que concerne ao socorro, ao tratamento, à cura, ao fortalecimento das fraquezas do ser humano, à libertação, à visitação e à pregação da Palavra, e muito mais”. (Pastor José do Prado Veiga).

O crescimento de uma igreja, dependerá, em boa parte, da relevância diaconal que possa conquistar na comunidade na qual encontra-se inserida, através da solidariedade de seus membros.

4. "Leitourgia" (grego: obra pública; dever público). A Septuaginta usa essa palavra no contexto religioso como liturgia. No Novo Testamento ela é usada por seis vezes (Lc 1.23; 2 Co 9.12; Fp 2.17,30; Hb 8.6; 9..21).

A liturgia está intimamente ligada ao louvor e à celebração do amor de Deus através da adoração a Ele (Sl 42.1,2; Cl 3.16; Ef 5.18-20). O Novo Testamento, a esse respeito, usa a palavra grega latréia que significa adorar; cultuar; serviço reverente ou religioso, que por sua vez, aparece na Palavra de Deus por cinco vezes (Jo 16.2; Rm 9.4; 12.1;; Hb 9.1,6).

Desde o início da Igreja Neotestamentária, havia uma forma própria de culto (At 2.42; 1 Co 14.26,40).

Isto posto, podemos concluir que Testemunho, Comunhão, Serviço e Louvor, constituem-se em aspectos básicos e indispensáveis do serviço cristão. A partir do momento em que cada um de nós, nos colocarmos à disposição de Deus para realizar a sua obra, então poderemos contar com a Sua fidelidade e ajuda (Sl 116.12; Mc 16.20).

O Reino de Deus já foi instalado quando Jesus veio ao mundo. É nosso dever como cristãos, lutarmos para construir o reino de Deus: com justiça, amor, partilha, igualdade, etc..

Quando lutamos pela justiça e fazemos o bem, seguindo os ensinamentos de Jesus, estamos ajudando a construir o reino de Deus. Porém, o reino de Deus ainda não é definitivo. Ele só será, realmente, definitivo, quando Jesus voltar em toda a sua glória, então, todos nós seremos um só rebanho sob as ordens de um único pastor.

Embora o Reino não tenha se manifestado ainda na sua plenitude, é possível experimentar as bênçãos dele hoje. O Reino de Deus, ao mesmo tempo em que se torna numa promessa futura, torna-se também, numa realidade presente. Este paradoxo tem a ver com o poder dinâmico de Deus operando, “por meio do qual os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho” (Mt 11.5).

E nesse reino, definitivo, todos seremos realmente felizes, porque não haverá mais a maldade, a inveja, a fome, a pobreza. Nesse reino, todos nós estaremos em total comunhão com Deus, que antes mesmo de desejarmos alguma coisa ele já irá nos providenciar e o homem será sempre fiel a Deus, nunca mais pecando contra Deus.

Como servos de Deus, devemos ser agentes de sua graça salvadora, evangelizando e trazendo pessoas a Cristo. Entretanto, a proclamação do Evangelho sempre foi acompanhada de demonstração. Assim, também, a Igreja deve agir: cuidando dos necessitados, alimentando os pobres, levantando-se contra todo o tipo de injustiça e não somente pregar uma esperança futura, mas começar a manifestar essa esperança hoje através de atos concretos. A igreja que não está preocupada com os problemas das pessoas e que procura somente o bem-espiritual de seus membros, negligenciando a necessidade daqueles que estão à sua volta, não tem manifestado o Reino de Deus e não tem operado os seus sinais. Outrossim, não tem sido sal para a terra, nem luz para o mundo..

Como agentes da graça comum de Deus, somos chamados a ajudar a manter e renovar sua criação, a sustentar as instituições formadas da família e da sociedade, a buscar a ciência e a sabedoria, a criar obras de arte e beleza e a curar e ajudar aqueles que sofrem com os resultados da Queda”. (Charles Colson in “E Agora Como Viveremos? – CPAD).

Pastor Daniel A.Silva
Presidente da Igreja Ass. de Deus Ministério da Missão de Itapetininga-SP/Brasil
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